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Congestionamento nos portos da China: o que está acontecendo?

Antecipe seus embarques e programe-se para evitar atrasos!

Por conta de um surto de casos de infectados pelo coronavírus, durante o mês de maio autoridades chinesas cancelaram voos, fizeram o lockdown em comunidades e suspenderam o comércio ao longo de sua costa para controlar o aumento nos casos de Covid-19.

A situação começou quando as autoridades de províncias de Guangdong,  no sul da China, onde ficam os portos de containers mais movimentados do mundo, suspenderam todos os voos e transporte de cargas. Como esperado, a taxa de infectados pelo vírus caiu e logo as operações voltaram, mas infelizmente com um grande atraso no envio e recebimento das cargas, o que acarretou um congestionamento nos portos.

Com os portos operando abaixo da capacidade, foi criado um enorme acúmulo de containers esperando para sair e navios esperando para atracar, o que gerou um grande efeito dominó para o setor de transporte marítimo mundial.

Exemplo de prejuízo foi no porto Yantian, localizado a cerca de 80 quilômetros ao norte de Hong Kong.

O porto Yantian movimenta mercadorias que preencheriam 36 mil TEUs (capacidade em contêineres de 20 pés) diariamente. 

O efeito dominó de congestionamento se espalhou para outros portos, como Shekou, Chiwan e Nansha, todos localizados em Shenzhen ou Guangzhou, o quarto e o quinto maior porto de containers do mundo, respectivamente. 

Mesmo com a movimentação liberada, em junho ainda haviam mais de 50 navios porta-contêineres esperando para atracar no Delta do Rio das Pérolas, em Guangdong, de acordo com dados da Refinitiv. É o maior acúmulo desde 2019.

De acordo com o analista-chefe de uma das maiores associações de armadores, a Bimco, “o acúmulo está causando mais disrupção em uma cadeia de suprimentos global já pressionada, inclusive na importante parte marítima”. Ainda segundo o analista-chefe, o acúmulo pode afetar até mesmo as compras de Natal.

Por isso, muitas empresas de transportes marítimos estão alertando os clientes sobre atrasos, mudanças nas rotas, destinos e aumento nas taxas. 

Com as complicações e acúmulo de containers, o porto em Yantian não conseguiu movimentar cerca de 357 mil TEUs desde o fim de maio, de acordo com dados recentes de Lars Jensen, CEO da consultoria dinamarquesa Vespucci Maritime. Esse volume é mais que o total de frete impactado pelo fechamento de seis dias do Canal de Suez em março.

Even Given

E claro, não podemos esquecer que o congestionamento causado pelo navio Ever Given em março, no Canal de Suez, ainda gera seus efeitos no fluxo logístico em todo o mundo.

Localizado agora no Grande Lago Amargo, no norte do canal, o Even Given encalhou no final de março durante uma semana, bloqueando durante este período uma das principais rotas marítimas comerciais do mundo.

A Autoridade do Canal de Suez exigiu US$ 916 milhões (R$ 4,6 bilhões) de compensação para cobrir os custos das tentativas de resgate, danos à reputação e perda de receitas, antes de publicamente baixar seu pedido para US$ 550 milhões (R$ 2,7 bilhões). 

Assessoria especializada em importação 

Neste momento, o planejamento e organização nos embarques é crucial para evitar atrasos nos embarques. Há mais de 10 anos no mercado, na Navcargo Logistics mantemos uma equipe especializada em operações de exportação e importação, que irá lhe assessorar com todas as demandas que envolvem as atividades de comércio exterior da sua empresa. 

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Créditos: CNN Brasil