Sua empresa está preparada para o fim da DI? Essa é uma pergunta que vem ganhando cada vez mais relevância à medida que o cronograma de desligamento da Declaração de Importação avança e a DUIMP se torna obrigatória para um número crescente de operações.
Antes de tudo, é importante entender que a transição para a DUIMP não é uma mudança futura. Ela já está acontecendo.
O Governo Federal vem ampliando gradualmente a obrigatoriedade da Declaração Única de Importação (DUIMP) dentro do Portal Único de Comércio Exterior. Como consequência, diversas operações que antes utilizavam a Declaração de Importação (DI) já migraram ou estão em processo de migração para o novo modelo.
Nesse sentido, empresas que ainda não iniciaram sua adaptação podem enfrentar desafios operacionais relevantes nos próximos meses.
Por isso, acompanhar o cronograma oficial e compreender os impactos da mudança tornou-se fundamental para importadores, despachantes aduaneiros e profissionais de comércio exterior.
O que significa o fim da DI?
A princípio, muitas empresas acreditam que o fim da DI representa apenas a substituição de um documento por outro. Contudo, a mudança é muito mais ampla.
A DUIMP faz parte do Novo Processo de Importação e está inserida dentro do Portal Único Siscomex. O objetivo é integrar informações, eliminar redundâncias e tornar os processos mais eficientes.
Em outras palavras, a mudança afeta:
- Cadastro de produtos
- Classificação fiscal
- Licenciamento de importação
- Tratamento administrativo
- Integração com órgãos anuentes
- Fluxo operacional das empresas

O cronograma de desligamento da DI já está em andamento
Atualmente, o desligamento da DI ocorre de forma gradual. Segundo o cronograma oficial do Siscomex, determinadas operações já possuem datas definidas para migração obrigatória para DUIMP.
Em março de 2026, por exemplo, a Receita Federal e a Secretaria de Comércio Exterior atualizaram o cronograma para ampliar a segurança operacional da transição.
Já temos previsão para as próximas operações migrarem em agosto e dezembro de 2026.

O que já migrou para a DUIMP?
Primeiramente, operações sem controle administrativo passaram a integrar as primeiras fases do cronograma. Posteriormente, operações com controle administrativo também começaram a ser incorporadas.
Além disso, órgãos anuentes já aparecem em etapas específicas da migração, como:
- ANVISA
- MAPA
- INMETRO
- ANP
- CNEN
Quando a DI deixará de existir?
Segundo o cronograma divulgado pelo Portal Único, a previsão é que o processo de desligamento seja concluído até dezembro de 2026, quando o modelo antigo será definitivamente substituído pela DUIMP para a maior parte das operações.
Por isso, deixar a adaptação para os últimos meses pode representar um risco significativo.
Quais operações ainda possuem exceções?
Apesar do avanço da DUIMP, algumas situações específicas ainda permanecem fora do novo modelo. Segundo o cronograma oficial, existem exceções temporárias relacionadas a determinadas operações e condições operacionais.
Entre elas estão:
- Algumas operações via modal terrestre
- Determinadas operações ligadas à Zona Franca de Manaus
- Importadores com Radar Limitado
- Casos específicos indicados como indisponíveis para DUIMP
Além disso, entidades da Administração Pública continuam utilizando a DI até uma etapa futura de migração.

O Os riscos de deixar a adaptação para a última hora
À primeira vista, pode parecer que ainda existe tempo suficiente. Todavia, a adaptação à DUIMP envolve muito mais do que aprender a registrar uma nova declaração.
A mudança exige revisão de processos internos, integração de sistemas e melhoria na qualidade dos dados utilizados pela empresa.
Empresas que deixam essa preparação para o final podem enfrentar:
- Erros cadastrais
- Retrabalho operacional
- Exigências adicionais
- Atrasos no desembaraço
- Aumento de custos logísticos
- Dificuldades no registro das operações
Além disso, o Portal Único trabalha com uma lógica baseada em dados estruturados. Assim, inconsistências tendem a ser identificadas com mais facilidade.
Como preparar sua empresa para o fim da DI?
Acima de tudo, a preparação deve começar antes da obrigatoriedade. Algumas ações podem acelerar essa adaptação.
Capacitar a equipe: A mudança não é apenas tecnológica. Ela também exige atualização dos profissionais envolvidos na operação.
Revisar o Catálogo de Produtos: O Catálogo de Produtos tornou-se um dos pilares da DUIMP. Por isso, revisar descrições, NCMs e atributos é fundamental.
Revisar a classificação fiscal: A classificação fiscal correta influencia atributos, tratamentos administrativos e exigências regulatórias.
Integrar áreas da empresa: Comércio exterior, fiscal, compras, qualidade e TI precisam trabalhar de forma integrada.

O fim da DI representa uma nova fase do comércio exterior
Em contrapartida ao modelo anterior, a DUIMP traz uma proposta baseada em integração, automação e qualidade das informações. Assim, empresas que se anteciparem tendem a aproveitar melhor os benefícios do novo processo.
Por outro lado, organizações que ignorarem a transição poderão enfrentar mais dificuldades à medida que o cronograma avançar.
Em resumo, o fim da DI já deixou de ser uma possibilidade e passou a fazer parte da realidade do comércio exterior brasileiro. A migração continua avançando e a adaptação à DUIMP exige planejamento, revisão de processos e atenção às novas exigências.
Portanto, quanto antes sua empresa iniciar essa preparação, maiores serão as chances de uma transição segura e eficiente.
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